quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O cristão e as leis

"Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio." (Mateus19:8)

Vejam que interessante o contexto dos versos a cima. Quando os fariseus perguntam para Jesus se poderiam se divorciar de suas mulheres sem motivo algum, ele respondeu que não. Achando que o tinham pego em uma contradição com as escrituras, os fariseus argumentam que Moisés permitiu que fosse dada carta de divorcio, então por que ele estava falando algo que não concordava com a Lei de Moisés? Então Jesus respondeu o texto a cima, que nos pode trazer a uma boa reflexão.
Vejo muitas pessoas julgando outras por se dizerem cristãos e serem a favor de algumas leis que vão, teoricamente, contra a Bíblia, mas é interessante que o próprio Moisés, fez uma lei que, como Jesus explica, é contra a vontade maior de Deus.  O que? Vou explicar: Deus nunca quis que ocorresse o divorcio, como explica Jesus, porem ele iria ocorrer, de qualquer forma, por causa da dureza do coração do povo. Então não seria melhor fazer uma lei para regulamenta-lo? A mesma coisa acontece, por exemplo, com a escravidão na lei do Velho Testamento e na carta de Paulo a Filemon. Creio que Deus nunca foi a favor da escravidão, porem, pela cultura do povo contemporâneo aos escritos, era melhor que a escravidão fosse regulamentada do que, banida na lei, continuar a acontecer de forma descontrolada. Tudo isso por conta da "dureza de coração" do povo. Inclusive, foi por influência do cristianismo que a escravidão deixou de acontecer, no Império Romano. Nós como cristãos não viemos para criar leis, mas para sermos influência. Lembremos que caso o mundo todo fosse movido por leis cristãs, ainda que todos obedecessem tudo, o que, na prática, seria impossível, não haveria salvação, por que a salvação não vem do cumprimento da lei, mas de conhecermos a Cristo!
Se formos pensar hoje em dia, em um assunto polêmico: é possível a pessoa ser a favor da lei do aborto e ser contra o aborto? Por que digo isso? Já tive a experiência de conhecer uma mulher cristã que abortou, e nem a lei dos homens, nem influência dos amigos e nem a lei de Deus conseguiram impedir que ela o fizesse, por causa da extrema situação em que se encontrava. Fazer o aborto de forma clandestina é altamente perigoso para a mulher,  podendo leva até o óbito da mãe, sem contar os traumas físicos e psicológicos que possam ocorrer durante o processo. Além disso, um aborto legal (referente à lei)  poderia, através de um plano psicológico, até fazer com que a mulher desistisse de abortar. Então creio eu, que, muito provavelmente, a lei a favor do aborto, se regulamentada de forma coesa, salvaria mais vidas do que as tiraria. E, aliás, muitos que são contra a lei do aborto não se colocam no lugar da mulher, que, com toda certeza não está fazendo isso por um mero capricho, e sim por estarem em uma situação limite.
Por fim, creio que uma pessoa cristã não deve enfiar as normas da Bíblia goela abaixo das outras pessoas, mas apenas ser cristão, luz do mundo, e sua influência fará o que nenhuma lei jamais faria. É isso! Boa noite!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Jonas: um homem que não amava o próximo

"Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir para Társis. Eu sabia que tu és um Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que promete castigar mas depois te arrependes." (Jonas 4:1-2)

A história de Jonas, no Velho Testamento, é muito conhecida: Jonas foi o homem que foi incumbido por Deus a levar uma mensagem, porem, desobedecendo, acabou engolido por um grande peixe, do qual Deus lhe salvou após ter se arrependido e se comprometido a cumprir sua incumbência. O que não aparece nesse resumo rápido que normalmente fazemos da história de Jonas é o motivo de sua desobediência.
A Bíblia relata alguns conflitos entre Assíria e Israel, terra de Jonas, posteriores aos relatos do profeta. Inclusive a mesma é responsável pelo exílio do povo hebreu, mais adiante na história (2 Reis 17). Podemos então começar a entender a história de Jonas.
Jonas recebe uma ordem de Deus para que pregasse o arrependimento à Nínive, capital da Assíria. Se aquela mensagem fosse bem recebida pelos assírios, Deus não destruiria a cidade. O problema é que, provavelmente, a destruição da capital inimiga seria um ganho para o povo de Israel. E Jonas, como "bom"  hebreu (1:9) que era, não queria que a cidade fosse destruída. Mas os sentimentos de Jonas são revelados apenas no final do livro quando, depois de toda a reviravolta envolvendo o grande (e polêmico) peixe, a cidade de Nínive se arrepende e Jonas, orando a Deus, fala os versos acima.Vemos então que, desde o momento em que estava em sua casa, Jonas já estava disposto a não cumprir sua missão, por medo de Deus perdoar a cidade assíria. Como se não fosse o bastante, Jonas se torna o único personagem bíblico do qual tenho conhecimento a reclamar da misericórdia e do amor de Deus, sendo que ele mesmo foi vitima dessa misericórdia!
A verdadeira história do livro de Jonas não é referente à desobediência, mas à falta de amor. Falta de amor para com seres humanos de outra etnia e religião. Seres humanos esse que, muitas vezes, são odiados por contextos alheios as suas vontades, e que também são vítimas. No fim, Deus tinha reservado aquele dia para ensinar uma lição importante para Jonas: através de uma planta, a qual Jonas se apegou, Deus lhe mostra quanto mais valor não tinha a cidade de Nínive, e que, apesar de um contexto geral de inimizade com Israel, tinha apenas cidadãos que nem sabiam distinguir direito o certo do errado (4:11).
O que podemos aprender com o Livro de Jonas? Muito mais do que a obedecer! Aprendemos a amar o próximo, a não generalizar as pessoas por sua raça, costume, religião, etc. e não dar mais valor as coisas materiais, (no caso, a planta) do que a vidas. Como bem disse Jesus " [...] amarás o próximo como a si mesmo. Deste dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." ( Mateus 22:39-40) Boa noite!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Sobre anjos e suas asas

Qual a primeira imagem que vem a nossa cabeça quando falamos a palavra "anjo"? Com certeza, uma pessoa, normalmente homem, com grande asas brancas, loiro, etc. Mas será que eles são mesmo dessa forma? A Bíblia, pelo menos, nos mostra algo diferente.
Primeiro entendamos a palavra "anjo". Podemos observar que, em grande parte das vezes que aparece na Bíblia, a palavra é acompanhada por "do Senhor". Se formos encontrar a raiz da palavra "anjo", vemos que ela significa, do latim "angelus" mensageiro, ou seja, o anjo é um mensageiro de Deus. Inclusive, grande parte das vezes que um anjo aparece na Bíblia é para entregar uma mensagem de Deus para alguém.
Mas há algo muito mais interessante que podemos deduzir sobre os anjos que encontramos na Bíblia: eles não tem asa! Em nenhuma parte da Bíblia os anjos são relacionados às asas e nenhum personagem bíblico viu asas de anjos. Você pode me dizer que Ezequiel em seu primeiro capítulo e Isaías em seu sexto capítulo viram seres celestiais alados. E realmente viram, mas os mesmos não eram anjos, e sim querubins e serafins, que, aí sim, são seres celestiais com asas; mas não são anjos, até por que em nenhum momento da Bíblia são usados para entregar mensagens à ninguem. E mesmo os querubins, que também são os seres que estão acima da arca da aliança, são seres cuja forma diferencia-se grandemente de como entendemos os anjos (só ler Ezequiel 1 para entender).
Além disso, podemos ver claramente em algumas passagens Bíblicas, como Gênesis19:1-5; Juizes13:16, 6:21-22; Hebreus13:2 etc., que os anjos não são identificados, de princípio pelas pessoas, e normalmente, como na ressurreição de Jesus nos Evangelhos, são tido apenas como "jovem vestido de roupas brancas" (Marcos16:5). Com certeza se eu visse um ser alado logo saberia que se trataria de um ser sobrenatural, e, em sua descrição escreveria sobre suas asas, duas coisas que não acontecem nas escrituras, quando falamos sobre os anjos. 
Para concluir, temos que a primeira associação bíblica dos anjos ao voo, que conheço, acontece em Apocalipse (ultimo livro dos 66 livros bíblicos), que diz "e vi outro anjo voar" (14:16) o que não significa, obviamente, que ele tenha asas, mas simplesmente o "poder" de voar.
Então da onde vem os anjos e suas asas? Não sabemos. Mas é provável que venha da associação errônea dos anjos com serafins, ou até mesmo com seres de mitologias, como Eros (o cupido), deus grego do amor, que tem a aparência de uma criança, normalmente nua, com asas, arco e flecha.   
O que podemos aprender com tudo isso? Que, quem sabe, como diz o próprio apóstolo Paulo em Hebreus (referência no parágrafo acima), não podemos ter nos deparado com um anjo sem sabermos? Não para criar em nós um sentimento místico, mas para que pensemos nos livramentos que Deus nos dá e até mesmo quantas vezes Deus pode não ter usado uma pessoa qualquer para falar conosco, sem sabermos que, na verdade, estamos recebendo uma mensagem de Deus? Boa noite!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Essencialidade x Beleza


"Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra." (1 Coríntios 12:22-23)

Paulo no texto da primeira carta aos Coríntios, compara a Igreja de Cristo a um corpo humano para mostrar aos coríntios que é necessário haver diversidades de cargos na igreja, pois "se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo".(1 Coríntios 12:19-20) Mas ainda havia um problema: todos queriam ter cargos de honra e ninguém queria lavar o chão, por exemplo. Mas, sabendo disso, Paulo escreve o trecho retirado acima, em que diz, em suma, que os membros do corpo mais fracos, menos honrosos e menos decorosos, no fim das contas, são necessários e honrados muito mais. Como assim? O que é mais bonito no corpo um olho ou um pulmão? Com certeza o olho! Mas no final das contas, se tivéssemos que escolher entre um ou outro, qual escolheríamos, qual seria vital para a sobrevivência do corpo? Com certeza o pulmão! Ele quer dizer com isso que, todos os trabalhos na igreja são necessário, até por que, ninguém quer ficar sem um olho, mas que aqueles trabalhos que normalmente os homens honram menos, são vitais para a Igreja. O trabalho de oração, evangelização, limpeza, ensinar as crianças, é vital e muitas vezes não é reconhecido. O louvor, tem grande estima dentro da igreja, e é inegavelmente de muita importância, mas não é vital. Lembremos do Velho Testamento, por que, os levitas, que hoje são popularmente conhecido como os músicos da igreja, na verdade não eram só músicos, mas eram responsáveis dos cuidados do tabernáculo de Deus! (números 1:50-54). Boa Noite!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O nome de Deus

"Moisés perguntou: 'Quando eu chegar diante dos Israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: 'Qual o nome dele?' Que lhes direi?' Disse Deus a Moisés: 'Eu Sou o Que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês'."

O texto a cima relata o encontro de Moisés com Deus, na sarça que queimava no deserto, mas não se consumia, e após um breve dialogo de Moisés com Deus, ele pergunta a Deus o nome pelo qual deveria anuncia-lo ao povo que vivia escravizado no Egito.
Primeira coisa interessante em relação a esse texto: antes de Moisés, não se sabia qual era o nome de Deus, e por isso, até aquele momento, ele era reconhecido apenas como Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Genesis24:12, 24:12, 24:27, 26:24, 31:42, 31:53 e Êxodo3:6, 3:15-16, 4:5).
Segundo: por que um nome? Nos tempos do Velho Testamento, Deus era mais um substantivo comum do que próprio, como o é hoje. O que isso significa? Haviam deuses aos montes, cada um com o seu nome, como acontece com os deuses da mitologia grega, por exemplo. Provavelmente se você falasse, naquela época, que acreditava em Deus, iriam te perguntar qual deles. Por isso Deus precisava de um nome para ser diferenciado das demais "divindades".
Terceiro: Deus foi o único que se auto denominou: Deus se deu o nome, nome esse que revela a suas características. Todos os deuses da época eram batizados* pelas pessoas segundo as características que queriam que seu deus tivesse. Com Deus foi diferente. Como no hebraico, falando grosseiramente, os verbos não tem tempo definido, esse "Eu Sou o Que Sou" na verdade tem um sentido mais amplo, algo como: "Eu Sou o Que Era, o Que É e o Que Será", tipo Apocalipse1:8, evidenciando para o povo a transcendência divina.
Agora em relação a pronuncia de seu nome: seria Jeová ou Javé? Bem, isso demanda um pouco de história:
O povo de Israel, um pouco mais a frente na linha cronológica, recebe de Deus os dez mandamentos, dos quais o terceiro era "Não tomaras em vão o nome do SENHOR, o teu Deus" (Êxodo20:7). Dizem que por conta disso, os Israelitas temiam dizer o nome de Deus. Mais de um milênio após, com o helenismo, a língua hebraica foi entrando quase em desuso pelos israelitas, que passaram a falar o grego. E nesse espaço de tempo a pronuncia do nome foi perdida.
Mas esse nome não está escrito? Ai que vem algo engraçado. A língua hebraica, até pouco tempo (1500 anos atrás) não tinha vogais! Então se eu quisesse escrever um nome, por exemplo, "casa", em hebraico, iria escrever algo como "cs". Mas em meados do 6° século depois de Cristo, escribas, por entenderem esse "problema" do seu alfabeto, começaram a criar vogais para o hebraico. E ao chegar no nome de Deus eles tiveram um problema: quais vogais vamos colocar para o nome de Deus JHVH (ou YHWH, o tetragrama original está na foto de capa). Como não tinham a pronuncia correta, resolveram pegar as vogais da palavra Adonai (Senhor) e colocar no tetragrama JHVH, para lembrar que, sempre quando passarmos os olhos pelo nome de Deus, devemos falar "Senhor" no lugar de pronuncia-lo. Mas o interessante é que ao colocar JHVH com as consoantes de Adonai ficamos com o nome JaHoVaH, ou Jeová! Esta não é a verdadeira pronuncia do nome, mas simplesmente a mistura das consoantes do nome de Deus com as vogais de Adonai.
Os teólogos, analisando a transliteração da palavra hebraica "eu sou", algo parecido com "Eivé", e nomes próprios em hebraico derivados do nome de Deus chegaram ao consenso que a pronuncia seria Javé.
Mas talvez a palavra tenha se perdido e nunca mais saibamos realmente como é a pronúncia correta do nome próprio de Deus. Nas nossas Bíblias o nome, no lugar de ter uma tradução, é escrito pela palavra "Senhor" com as letras em versalete, ficando "Senhor". Espero que tenha gostado e entendido. Esse texto é apenas um pincelada de um assunto tão abrangente, mas o que precisamos saber é que, independente da pronuncia do nome pelo qual Deus era chamado no Velho Testamento, adoramos a este que hoje chamamos Deus, pois não há outro igual a ele! Cumpriu-se a palavra de Deus que diz: "Esses deuses, que não fizeram nem o céu nem  terra, desaparecerão da terra e de de baixo do céu." (Jeremias10:11). "Só o Senhor é Deus" (Deuteronômio4:39)! Boa Noite!
*batizado no sentido de dar um nome, não do batismo cristão.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A importância de não julgar

Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.[...]Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.[...]Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.(Romanos 14:4, 6 e10)

Em Romanos 14 Paulo repreende os cristãos de Roma por julgarem e menosprezarem outros cristãos pelo costume que tinham ou não. O grupo A de cristãos, que não comiam carne e achavam um dia especial em relação aos outros, julgavam os cristãos do grupo B que não tinham o mesmo costume. Em contrapartida, os cristãos do grupo B menosprezavam os do A por terem costumes que, para eles, eram inúteis. Há milhões de denominações cristãs diferentes, e as vezes caímos no erro de querermos dizer que a tal igreja é certa, desprezando os costumes de igrejas, digamos, mais "rígidas" e julgando as que não seguem os mesmos costumes que a nossa! Claro que toda doutrina deve passar pelo crivo bíblico, mas julgamos tudo que tem um mínimo de diferença do que estamos acostumados, com nosso infeliz mal de Procusto, personagem que representa a intolerância do homem para com o seu semelhante na mitologia grega, tornando o cristianismo, que deveriam ser reconhecidos pela união (João17:21), uma religião com várias (muito mais do que seria necessário) de denominações isoladas! Mas Paulo, em sua sabedoria, os questiona: "quem és tu, que julga o servo alheio?". Paulo quer dizer que não somos "senhores" de nossos irmãos para julgarmos, não temos direitos sobre eles, por que se eles fazem ou não tal coisa, para Deus fazem, ou deixam de fazer! Eles dançam, eles não comem coisas, eles não gritam, eles usam véu, eles usam cruz!? Polêmico? Sim! Mas saibamos que, no final das contas, a Igreja de Cristo, aquela que subirá ao céu, é uma igreja invisível (em relação à paredes) e sem placa, e que, com certeza, não constará de cristãos de uma só denominação! Boa noite!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Um homem que ganhou a liberdade

"De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. O carcereiro acordou e, vendo abertas as portas da prisão, desembainhou sua espada para se matar, porque pensava que os presos tivessem fugido. Mas Paulo gritou: 'Não faça isso! Estamos todos aqui!' [...] quando amanheceu, os magistrados mandaram os seus soldados ao carcereiro com esta ordem: 'Solte estes homens'."(Atos16:26-28,36)

No capitulo 12 de Atos dos Apóstolos, é contada a história conhecida de quando Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a meia-noite na prisão, quando um terremoto abalou os alicerces e abriu as portas da prisão. Mas é menos conhecido o propósito do terremoto, que não serviu para colocar Paulo e Silas em liberdade, já que eles não fugiram, mas foram postos em liberdade no dia seguinte, mas sim para que uma libertação muito maior acontecesse.
Primeiro vemos, no verso 27, que ao acordar e ver as portas abertas, a primeira coisa que fez o carcereiro foi tentar se matar. Ele, que antes estava dormindo, provavelmente pensou que seria penalizado com a morte por ter deixado os prisioneiros escaparem. Ao perceber a intenção do carcereiro, Paulo grita para que não o fizesse, que estavam todos ainda na prisão. Essa atitude de Paulo não fez só com que o carcereiro não se matasse, mas também que ele ouvisse o evangelho!
Foi pregado o evangelho ao carcereiro e a todos de sua casa, que foram batizados, e Paulo e Silas foram lavados e alimentados e voltaram para a prisão. Mas por que voltar? Pedro mesmo, no capitulo 7 de Atos, tinha recebido liberdade miraculosa da prisão uma vez. Todavia, talvez por temer pela segurança do carcereiro ou por aceitar a injusta prisão, não fugiram. E no dia seguinte mandaram um mandato de soltura de Paulo e Silas para o carcereiro, como consta no verso 36.
E então vemos o propósito do milagre. Não foi para liberdade da prisão de Paulo e Silas, como foi no caso de Pedro, mas sim para que o carcereiro fosse liberto do pecado! Para o carcereiro, ao ver as portas da prisão abertas, aquele seria o ultimo dia de sua vida, mas Deus tinha um plano diferente para ele. É realmente incrível o como uma alma é importante para Deus. Como disse o próprio Jesus:  "Que homem dentre voz, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a acha-la?" (Lucas15:4). Boa noite!