"Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que lhes serei útil, a não ser que lhes leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina? [...]Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em uma língua." (1 Coríntios 14:6 e 19)
No capítulo 14 da primeira epístola aos coríntios Paulo ensina à Igreja que o dom da profecia é superior ao de falar em línguas, decorrendo sobre a inutilidade, em relação a edificação de toda a Igreja, de se falar em línguas sem que haja alguém que a traduza. O que podemos trazer disso para hoje? Já vi, diversas vezes, pregadores subirem ao púlpito e falar com orgulho: "Eu sou pentecostal!", e, mais de uma vez, presenciei falatórios em línguas do pregador durante todo o tempo separado para a mensagem, sem nenhuma mensagem em si ser pregada! E o pior é que muitos destes não deve nem saber o significado real do termo "pentecostes".Vamos falar um pouco sobre isso:
O pentecostes era a festa judaica das semanas no Velho Testamento (Deuteronômio16:9-10), onde se esperava sete semanas após o início da seara, depois da Páscoa, e no quinquagésimo dia se comemorava essa festa, como agradecimento pelo alimento a Deus. Por ser sete semanas, a festa acabava ocorrendo cinquenta dia após a Páscoa, o que deu origem, no grego, ao nome pentecostes, que significa "quinquagésimo dia".
No Novo Testamento, é importante entendermos que, no capitulo 2 de Atos dos Apóstolos, o falar em línguas após a decida do Espírito Santo não foi um acontecimento qualquer: na época do Novo Testamento, todas as pessoas eram bilíngues: falavam grego, por causa do domínio grego ocorrido cerca de 300 anos antes, e a sua língua natal. O grego era como o inglês hoje em dia, uma língua universal. No dia da festa de Pentecostes, muitos judeus e pessoas de diversos povos iam ao templo de Jerusalém, e para se comunicar, todos eles usavam o grego. Imagine então a surpresa deles ao ouvirem os discípulos e apóstolos falarem em suas línguas maternas (Atos2:7-12). Por isso muitos se converteram naquele dia!
A palavra entendível é muito importante dentro da igreja. E quanto ao pregador, é melhor que ele não seja "pentecostal" em cima do púlpito, mas fale claramente a palavra de Deus. É engraçado como há uma questão de prepotência na fala de "Eu sou pentecostal", quando muitas vezes resumimos o Espírito Santo ao menor de seus dons. (1 Coríntios 12:8-10) É bom que a igreja fale em línguas? Com certeza! Mas é muito mais importante que a igreja esteja bem instruída em relação a palavra de Deus. Nisso, os tradicionais que, ao contrário dos que muitos pensam, acreditam sim nos dons do Espírito, estão na nossa frente! Por fim declaro que o dom de línguas é sim maravilhoso e é muito lindo quando acontece de forma harmoniosa. Mas não podemos trocar as prioridades, a pregação ainda é a parte mais importante do culto. Boa noite!

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