terça-feira, 25 de março de 2014

Consequências

"Judá, seus irmãos o louvarão, sua mão está sobre o pescoço dos seus inimigos; os filhos de seu pai se curvarão diante de você. [...] O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, e a ele as nações obedecerão. (Gênesis 49:8 e 10)

O capitulo 49 de Gênesis trata da bênção que Jacó dá aos seus dose filhos, e os versos retirados acima tratam da bênção concedida ao seu filho Judá. A bênção trata, primeiro da primazia de Judá em relação aos seus irmãos, e segundo, em relação ao reinado, que não se afastaria da sua descendência. Temos nessa bênção a primeira clara profecia bíblica messiânica quando é dito "até que venha aquele a quem ele (o cetro) pertence", referindo-se assim a Jesus, que pertenceria a tribo de Judá. A própria palavra "judeu" tem sua origem no nome de Judá. Mas o que vamos tratar aqui é o porque que Judá recebeu a maior bênção de seu pai, quando na verdade ela deveria pertencer ao primogênito de Jacó, Rúben, ou ainda a seus dois outros irmãos mais velho, Simeão e Leví. Veremos isso nas bênçãos que antecedem a de Judá.
Quando Jacó vai abençoar Rúben, no verso 3 e 4 do mesmo capitulo, e dito que "já não será superior, por que você subiu a cama de seu pai, ao meu leito, e o desonrou". Anteriormente, no capitulo 35 e verso 22 de Gênesis, é escrito, quase que isoladamente do andar da narrativa que "Rúben deitou-se com Bila, concubina de seu pai. E Israel (seu pai, também chamado de Jacó), ficou sabendo disso". Não nos é dito consequência alguma desse ato, sendo tratado como um fato corriqueiro, até o momento de Jacó abençoar seus filhos, e Rúben não ganhar a bênção digna do primogênito, por conta desse ato.
O mesmo ocorre com Levi e Simeão. Outro fato que, teoricamente não teve consequência imediata é a vingança, no capitulo 34 de Gênesis, iniciada por Leví e Simeão contra os siquemitas, um povo vizinho, por causa de seu príncipe ter desonrado a irmã deles, mesmo depois de tudo já ter sido resolvido por Jacó. Em sua bênção, nos versos 5 a 7, Jacó diz a Simeão e Leví que "Maldita seja sua ira, tão tremenda, e a sua fúria, tão cruel!".
Com Rúben, Simeão e Leví fora do caminho, sobrou Judá para receber a bênção de primogênito, mas o mesmo também já havia cometido seus erros: no capítulo 38 de Gênesis, Judá comete injustiça com a sua nora Tamar, por acreditar supersticiosamente que e a morte de seus filhos tinha algo a ver com ela, quando na verdade seus próprios filhos eram maus (verso 7 e 10), e ter, sem saber, dormido com essa própria nora (verso 16). 
Então qual foi a diferença entre ele e seus irmãos? Porque a bênção não passou para seu irmão Zebulom, o proximo da lista? Não é dito na Bíblia o motivo, mas um fato interessante é que Judá se arrependeu! Enquanto não é relatado desculpa alguma de Rúben, Simeão e Leví tentaram justificar a si mesmo (Gênesis34:31). Mas Judá, pelo mérito da sabedoria de sua nora injustiçada, percebeu seu erro e disse "Ela é mais justa do que eu, pois eu devia tê-la entregue meu filho Selá" (Gênesis38:26).
Que venhamos a aprender com isso. Mesmo o pecado de Judá teve consequências, mas o arrependimento pode ter permitido que ele recebesse a maior bênção de seu pai, e consequentemente a de Deus. Lembremo-nos de sempre nos arrepender, e não ficarmos omissos ou tentarmos nos justificar, como seus irmãos. Por que errarmos, com certeza vamos, agora o se arrepender depende de nós! Boa Tarde!

terça-feira, 18 de março de 2014

Um homem que teve um encontro com Jesus

"Desejando agradar a multidão, Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para se crucificado."(Marcos15:15)
Muitas pessoas quando vão estudar um personagem da Bíblia normalmente escolhem Davi, José ou Daniel, sem entender que desses já sabemos bastante. Não que não devamos estuda-los, mas creio que podemos aprender muito também com personagens menores da Bíblia. Pouco sabemos sobre Pôncio Pilatos, governador da Judeia nos tempos de Jesus, e são incertas as considerações acerca de seu destino e sua morte, mas podemos analisar bem seu interior a partir de seu encontro com Jesus relatado nos Evangelhos.
Umas coisa comumente aceita entre os historiadores e a Bíblia é que Pilatos era um homem sanguinário (Lucas13:1), era o responsável pela província romana da Judeia, lugar onde havia a concentração maior da fé judaica, por conta do templo de Jerusalém. Os relatos bíblicos começam quando os chefes dos sacerdotes entregam Jesus a Pilatos para que o condenem como um criminoso, Pilatos, porem, não quer entrar na causa e fala para que eles próprios o julguem em seu tribunal (João18:29-31), mas os judeus não podiam executar ninguém, então acusam falsamente Jesus diante de Pilatos. Pilatos sabia que o tinham entregado por inveja, (Mateus27:18) e tinha poder para soltar Jesus (João19:10), então ele começa um diálogo com Jesus descrito mais detalhadamente no capítulo 18 de João. Pilatos ficou impressionado com Jesus (Marcos15:7), e o manda para Herodes (Lucas23:7), o governador Galileia, para que este julgasse o caso. Herodes, também não querendo tomar o caso, o manda de volta para Pilatos que, para agradar os sacerdotes, manda castigar Jesus e depois solta-lo (Lucas23:16). Depois de açoitar Jesus, Pilatos provavelmente achava que os sacerdotes judeus o deixariam em paz, mas não foi o que aconteceu. Em virtude da insistência de Pilatos em não condenar Jesus, os sacerdotes revelam a real acusação: que Jesus se dizia ser filho de Deus! Agora Pilatos fica mais assustado ainda (João19-8). Então ele teve uma ideia: fazer o povo escolher entre Jesus e um criminoso, chamado Barrabás, por conta de uma tradição da época. Na cabeça de Pilatos o povo ia escolher a Jesus, pois Pilatos desejava solta-lo (Lucas23:20). Porem a multidão, influenciada pelos sacerdotes, acaba por escolher Barrabás, e Pilatos é posto contra parede! Como se não bastasse, a sua mulher manda-lhe uma mensagem dizendo que teve um sonho sobre Jesus que a deixou aflita, e que não era para Pilatos entrar nesse caso (Mateus27:19). Pilatos insistiu por três vezes, contra a multidão, para que Jesus fosse solto (Lucas23:22) mas o povo não concordou. Então, segue o verso acima, em que Pilatos "querendo agradar a multidão" manda Jesus para a crucificação. Pilatos ainda, ousadamente, para manifestar-se contra os sacerdotes que condenaram um homem inocente a morte, escreve em aramaico, latim e grego, como acusação, na cruz, que Jesus é o rei dos judeus, apesar da reclamação dos judeus que liam isso (João19:19-22).
O que aprendemos com Pilatos? Que Deus nos cobra algumas atitudes quando temos um encontro com Ele. Pilatos temeu Jesus, percebeu que ele não era qualquer um. Tentou se desfazer da responsabilidade, passando-a para Herodes e para multidão, mas não adiantou. Queria solta-lo, mas havia muita coisa em jogo: provavelmente haveria uma rebelião e ele perderia seu cargo de governador. Infelizmente, Pilatos decidiu agradar o povo, no lugar de agradar a Deus. Tentando justificar-se, Pilatos "lava as mãos" (Mateus27:24). Muitas vezes também tentamos nos justificar inutilmente por não tomarmos uma decisão diante de Deus, ou passar essa decisão para terceiros, ou tentamos ganhar tempo ou ainda protegermos a causa de Jesus, como fez Pilatos. Mas quando temos um encontro com Deus uma decisão é necessária! Quando Jesus fala com Pilatos, Jesus diz a ele que o pecado maior foi o dos que o entregaram à ele (João19:11). Será que Pilatos pode se arrepender depois? Fontes históricas dizem que ele perdeu seu cargo de governador por conta de um incidente com samaritanos, e cometeu suicídio, mas é difícil dizer o que é realmente verídico. Mas o importante é que podemos tomar sua história como uma lição, sobre a nossas responsabilidades diante de Deus. E você? Solta ou crucifica Jesus em sua vida?
Boa noite!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Superstições Gospels



 Houve um caso acontecido na  mídia sobre um pastor de uma certa igreja que proibiu sua congregação de consumir a maionese Hellmann’s, por que, em uma tradução livre do inglês, esse nome significaria  "homem do inferno", e que ela traria malefícios para quem a consumisse. Boato ou não, a realidade é que Hellmanns é o sobrenome do criador da marca, Richard Hellmann, que, em primeiro lugar nem inglês era, e sim alemão. Logo, não podemos fazer uma tradução em uma língua de um nome em outra língua. E ainda que tivesse esse significado, não acredito que isso prejudicaria alguém espiritualmente, já que o próprio Paulo diz, na primeira carta aos Corintios, no capítulo 8, que a comida sacrificada ao ídolos não faz mal, e que o único motivo para não come-la é não fazer o irmão que não tem ciência disso se escandalizar. Oras, ninguém se escandaliza de comer maionese, e desacredito da tendência de pensamentos de alguns de que isso seria, de alguma forma misteriosa, uma "brecha" para o inimigo. Esse tipo de pensamento vai nos levar para o real tema desse post: superstições gospels.
Muitos cristão tem certas crendices que, em sua maioria, não tem nada a ver com a realidade espiritual da coisa. Vou falar de uma que me incomoda a muito tempo: muitos cristãos não falam as palavras Rá-tim-bum, depois da musiquinha de aniversário, por que alguém um dia inventou que essa palavra significa "Eu amaldiçoou você" em tupi-guarani. Para mim tanto faz a musiquinha em si, o problema são as superstições trazidas ao evangelho através de pensamentos como esse. Vamos então aos fatos:
Primeiro, quando ouvimos alguém falando japonês, por exemplo, a pronuncia das palavras já nos indica que se trata da língua japonesa, ou pelo menos uma língua oriental. Vamos pensar nas palavras em tupi que conhecemos: "tamanduateí", "anhaguera", "jacaré", "itaquaquecetuba", "capivara". Vemos que nenhuma delas nem lembra a pronuncia de Rá-tim-bum. E, na verdade, duvido muito que haja uma língua em que a palavra "eu" e "você" tenham uma pronuncia dessas.
Segundo, vamos dizer que houvesse uma ramificação do tupi em que Rá-tim-bum realmente significasse a frase em questão, ou mesmo em uma outra língua qualquer. Estaríamos amaldiçoando alguém em falar isso sem saber o significado? Há algum caso, meramente parecido na Bíblia, de alguém que amaldiçoa uma outra pessoa sem querer? Então teríamos que tomar muito cuidado com que falamos, por que simples palavras como o nosso "sim" tem a mesma pronuncia que "sin", palavra em inglês que significa pecado, e quantas outras palavras que usamos não teriam outros significados em uma das milhares de línguas que existem no mundo a fora?
Terceiro, a palavra Rá-tim-bum, tradicionalmente falando, é considerada onomatopeia do toque da bateria: "rá" o toque da caixa, "tim"  do chimbal e "bum" do bumbo. Não é muito mais obvio?
Acho que os cristãos tem muito mais com que se preocupar do que ficar tentando achar cabelo em ovos, quem sabe depois que o evangelho já tiver sido pregado em todo mundo ai sim será uma boa hora de pegar nossos dicionários de línguas estrangeiras e averiguar palavra por palavra para sabermos se podemos ou não pronuncia-las! É claro, há muitos outros exemplos, mas quis me abster a esses dois. Se você conhece algum diferente, poste no comentário! Uma boa tarde para vocês!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Orgulho Pentecostal?

"Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que lhes serei útil, a não ser que lhes leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina? [...]Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em uma língua." (1 Coríntios 14:6 e 19)

No capítulo 14 da primeira epístola aos coríntios Paulo ensina à Igreja que o dom da profecia é superior ao de falar em línguas, decorrendo sobre a inutilidade, em relação a edificação de toda a Igreja, de se falar em línguas sem que haja alguém que a traduza. O que podemos trazer disso para hoje? Já vi, diversas vezes, pregadores subirem ao púlpito e falar com orgulho: "Eu sou pentecostal!", e, mais de uma vez, presenciei falatórios em línguas do pregador durante todo o tempo separado para a mensagem, sem nenhuma mensagem em si ser pregada! E o pior é que muitos destes não deve nem saber o significado real do termo "pentecostes".Vamos falar um pouco sobre isso:
O pentecostes era a festa judaica das semanas no Velho Testamento (Deuteronômio16:9-10), onde se esperava sete semanas após o início da seara, depois da Páscoa, e no quinquagésimo dia se comemorava essa festa, como agradecimento pelo alimento a Deus. Por ser sete semanas, a festa acabava ocorrendo cinquenta dia após a Páscoa, o que deu origem, no grego, ao nome pentecostes, que significa "quinquagésimo dia".
No Novo Testamento, é importante entendermos que, no capitulo 2 de Atos dos Apóstolos, o falar em línguas após a decida do Espírito Santo não foi um acontecimento qualquer: na época do Novo Testamento, todas as pessoas eram bilíngues: falavam grego, por causa do domínio grego ocorrido cerca de 300 anos antes, e a sua língua natal. O grego era como o inglês hoje em dia, uma língua universal. No dia da festa de Pentecostes, muitos judeus e pessoas de diversos povos iam ao templo de Jerusalém, e para se comunicar, todos eles usavam o grego. Imagine então a surpresa deles ao ouvirem os discípulos e apóstolos falarem em suas línguas maternas (Atos2:7-12). Por isso muitos se converteram naquele dia!
A palavra entendível é muito importante dentro da igreja. E quanto ao pregador, é melhor que ele não seja "pentecostal" em cima do púlpito, mas fale claramente a palavra de Deus. É engraçado como há uma questão de prepotência na fala de "Eu sou pentecostal", quando muitas vezes resumimos o Espírito Santo ao menor de seus dons. (1 Coríntios 12:8-10) É bom que a igreja fale em línguas? Com certeza! Mas é muito mais importante que a igreja esteja bem instruída em relação a palavra de Deus. Nisso, os tradicionais que, ao contrário dos que muitos pensam, acreditam sim nos dons do Espírito, estão na nossa frente! Por fim declaro que o dom de línguas é sim maravilhoso e é muito lindo quando acontece de forma harmoniosa. Mas não podemos trocar as prioridades, a pregação ainda é a parte mais importante do culto. Boa noite!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Diga não ao fermento!


"E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus." (Mateus16:6)
Apesar do meu texto decorrer praticamente em referência a Mateus 23, que trata do assunto dos fariseus mais profundamente, achei interessante colocar o verso acima como título, por que, muitas pessoas não entendem o aviso de Jesus para seus discípulos, de tomarem cuidado com o fermento do fariseu. Muitos conhecem os fariseus e suas doutrinas mas não conhecem o fariseu dentro de si mesmo. Para isso, vamos decorrer um pouco sobre eles no capítulo 23 de Mateus, acompanhe na sua Bíblia, se possível for:
Mateus23:1-4: A primeira coisa que Jesus diz sobre os fariseus é que eles não "praticam o que pregam". Eles eram os religiosos da época de Jesus, se sentavam na "cadeira de Moisés" e de lá exigiam muitas coisas do povo em questões de doutrina religiosa quando eles mesmos nada faziam. Eram hipócritas, pois falavam uma coisa e faziam outra. Quantas vezes não vemos uma pessoa em cima do púlpito e a mesma pessoa sendo outra fora da igreja?
Mateus23:5-6: Os fariseus gostavam de ser reconhecidos como "os religiosos", e usavam roupas que demonstravam isso. Alongavam suas franjas das vestes e seus filactérios para serem reconhecidos. Estes ultimos eram caixinhas com versículos bíblicos dentro, que os fariseus usavam na testa ou no braço, e que se preocupavam de fazer o maior possível para demonstrar sua "religiosidade". Isso me faz questionar se Jesus, se vivesse em nosso dias, usaria terno e gravata e a maior Bíblia da igreja!
Mateus23:13: Os fariseus tinham o conhecimento do Reino de Deus. Os rolos do livros bíblicos eram guardados em suas sinagogas, e não eram documentos de fácil acesso para a população. E mesmo a leitura e a escrita não eram, na época, algo tão popular quanto é hoje. Eles tinham a chave para o reino de Deus, mas nem entravam pela porta, e nem deixavam ninguém entrar.
Mateus23:14: Nesse verso, Jesus diz que os fariseus devoravam as casas da viúva e faziam, para disfarçar, longas orações. Poderíamos discutir o significado do "devorar", mas o importante é o sentido de que eles faziam o que é errado e usavam a oração como pretexto. Em Mateus 6:5, Jesus censura o costume dos fariseus de orarem em pé para serem vistos pelo povo, e ainda em uma parábola, em Lucas 10:10-14,
Jesus fala de um fariseu que, por orar se exaltando, não voltou para casa perdoado por Deus. Podemos aprender muito com os fariseus de como não orar.
Mateus23:15: Essa surpreende! Diz que os fariseus atravessavam terra e mar para fazer um novo convertido (prosélito em algumas versões da Bíblia, que nada mais é que um novo convertido ao judaísmo), e quando isso acontecia, este se tornava duas vezes pior que eles! Eles não pregavam a palavra por amor a Deus, mas por sua religião. Quantas pessoas vemos pregando suas denominações, no lugar de pregar a Cristo? Há quem até se desestimule de evangelizar caso a pessoa não vá congregar em sua igreja.  Isso é colocar a sua religião a frente do seu Deus! E obviamente, depois de pregada uma religião, a pessoa se converte a uma religião, e não a Cristo.
Mateus23:16-22: Está é outra má qualidade do fariseu: dar valor ao que não importa, e estimar o sem valor. Em resumo Jesus diz que eles consideravam o juramento pelo ouro do templo, mas não pelo templo; pela oferta do altar e não pelo altar.E Jesus explica que o que tem real valor é o templo, que santifica seu ouro, e o altar que santifica sua oferta. O que tem mais valor: a vida de pessoa com Deus, seu testemunho, sua piedade ou seu estilo de se vestir? Mas a gente acaba se preocupando mais com a roupa do irmão!
Mateus23:23: O fariseu dava o dizimo de tudo. Mas esquecia da justiça, misericórdia e fidelidade! Sem essas três, a primeira fica sem valor. Não adianta apenas cumprirmos rituais dentro da igreja por que isso não leva ninguém ao céu. Do mesmo jeito que João Batista falou aos fariseus que Deus pode tornar pedras filhas de Abraão (Mateus3:9), aposto que falaria hoje para nós que Deus pode também fazer pedras irem todos os dias para a igreja, o que, cá entre nós, parece muito mais fácil.
Mateus23:29: A melhor parte: os fariseus julgavam os seus antepassados por terem matados os profetas e não entendem que, provavelmente se tivessem vivido no tempo de seus antepassados, também os teriam matado. Tanto que foram eles os responsáveis pela morte do filho de Deus. Assim como nós, que julgamos os fariseus e dizemos que eles são burros por não terem entendido os sinais de Jesus, sem nos perguntarmos se nós os teríamos entendido. Teríamos entendido alguém vestido humildemente subir ao púlpito e dizer que estamos fazendo muita coisa da forma errada? Acho que muitos correriam o risco de crucificar Jesus de novo!
Espero que consigamos, como cristãos, viver menos na religião e mais em Cristo, e lembremos das palavras de Jesus quando disse "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus5:20). Boa Tarde!
O Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés.
Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam.
Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los.

Mateus 23:2-4

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O que andamos ouvindo na igreja?



Infelizmente muitas pessoas na igreja tem a mania de só ligar para as aparências e ignorar o conteúdo, quando tratamos da escolha de músicas que podem ou não ser reproduzidas durante o culto. A partir do momento que a música é do estilo "gospel" ela já está automaticamente aprovada para ser cantando e tocada pelos grupos e dificilmente uma atenção a mais é voltada para as letras e o real conteúdo transmitidos por elas. Não vou nem decorrer aqui de músicas com errinhos teológicos, que também não creio que sejam o maior problema. O maior problema são músicas compostas para a alimentação e exaltação do "eu".
Podemos começar com aqueles hinos que, em suas histórias, colocam o cristão em uma posição de derrotado, até que ele ignora todos os avisos de que a coisa não vai dar certo, se torna um "vencedor" e vê as pessoas que o prejudicaram ou não o ajudaram arrependidas. Aposto que já lembrou de um "hino" assim, não? Essas canções são filhas da teologia da prosperidade, alimentando nosso ego, prometendo-nos uma suposta vitória sobre um problema, sem levar em consideração que muitas vezes o cristão não só vai, como necessita, ouvir um não, necessita não ser "vitorioso" em tal situação, para que possa aprender com isso. Paulo mesmo quando ora três vezes pedindo que Deus tire um suposto "espinho na carne" que era algo, ou alguém que lhe causava tormentos, Deus lhe diz "minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2Coríntios 12:9). A vitória real que tantas vezes é tratada na Bílbia e a nossa fé (1João5:4), a vitória que vence o mundo em nós, e não ser uma pessoa bem sucedida e reconhecida, essa é outra vitória: a do mundo (1João2:16).
Ainda há um outro tipo de hino, que é aquele que exalta o eu: eu canto, eu oro, eu jejuo, eu me desvio do mal, eu sou adorador, eu vou para a fornalha, etc. É como o fariseu de Lucas18:10-14, se vangloriando de si mesmo, esquecendo-se que, se somos algo, é apenas pela misericórdia de Deus. Há dois problemas desses tipos de "hinos": o primeiro é, que muitas pessoas acabam o cantando em seus grupos e ministérios sem fazer a mínima noção de que estão sendo hipócritas, dizendo que fazem coisas que não fazem. Será que todas a pessoas que cantam, ou mesmo que compõe tais hinos realmente falam isso com propriedade? Preferem realmente ir para "fornalha"? Enquanto tem tanta gente cantando alegremente que vai pra morte por causa do evangelho o próprio filho de Deus orou a Deus para que, se fosse possível, passasse dele aquele cálice, e suou sangue de tanta angústia, em vista da morte (Lucas22:41-44). É muita presunção, não é? O segundo problema é que tais hinos esquecem muitas vezes de dar a gloria devida a Deus. É apenas eu, eu, eu, eu, o hino inteiro. Por que no lugar de escrever, por exemplo, "eu fujo do pecado", o compositor não escreve "Deus me livra do pecado" ou "Deus me faz fugir do pecado"?
Que tenhamos mais consciência em relação as canções que utilizamos para louvar a Deus em nossas comunidades. Que tenhamos a letra do hino em maior consideração que seu estilo musical, pois, como o próprio Jesus perguntou aos fariseus, "o que é mais importante o ouro, ou o santuário, que santifica o ouro?" Boa noite!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Talarico de Jesus!?

"
A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa.
É necessário que ele cresça e que eu diminua.

João 3:29-30
A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. É necessário que ele cresça e eu diminua." (João3:29:30)

Muitas vezes, na Bíblia, a Igreja é comparada a esposa de Jesus, e também, muitas vezes comparada ao amigo do noivo, Jesus, que se casará com a Igreja. Podemos dizer que, ministerialmente, podemos nos considerar o "amigo do noivo" por que estamos tentando aproximar a Igreja de Jesus. O próprio  termo "levita" nos dá a entender isso. Quando Lia dá o nome a seu filho Leví, ela diz: "Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim" (Gn29:34), logo, o levita é aquele que deve aproximar a esposa do noivo. E João, que curiosamente era filho de dois levitas, descendentes de Arão (Lc1:7), sabia disso. O verso acima ocorre bem no início do ministério de Jesus, e os discípulos de João, mais um judeu, questionam o porque daquele outro homem, Jesus, estar batizando. João, ciente da sua posição e de seu propósito, diz, de si proprio, que é só um amigo do noivo, e apenas lhe presta serviço. Não era função de João começar a Igreja, e sim de Jesus. João devia apenas preparar o caminho. A função do amigo do noivo não é conquistar a noiva para si, mas sim conquista-la para o noivo. O problema é que, como amigos do noivo, muitos ministros tentam conquistar a igreja, ao invés de leva-la à Cristo. Quando isso ocorre, o ministro está tentando roubar a Igreja de Jesus. O amigo do noivo está "talaricando" a noiva! Humanamente falando, é aquele "amigo(a)" que dá ideia em sua namorada(o)! Quantos casos já ouvimos de pastores que se desviaram e que levaram consigo uma grande multidão? Tudo isso por que esse pastor roubou a Igreja de Jesus, tirando a confiança da multidão do Deus altíssimo para colocar em si mesmo. Isso é uma dupla traição do ministro para com Cristo: primeiro, como noiva (igreja), por querer ser maior que Jesus; e segundo, como amigo do noivo (ministro), por tentar roubar a igreja de Jesus! Mas, interessante é que a alegria de João estava no noivo, e não na noiva! Estava naquele que é perfeito, e não na multidão! Por isso teve a autoridade de chamar os fariseus de "raça de víboras", por que não queria agrada-los, mas sim que eles se convertessem para serem uma "boa noiva" para Cristo. E da mesma forma, como amigo do noivo, muitas vezes temos a necessidade de desagradar as pessoas, com o intuito de leva-la a aproximar-se de Cristo. Engraçado que em nenhum momento, na Bíblia, o ministro é comparado a "amigo da noiva" , por que nossa condição como ministros é de fazer a vontade do noivo, Jesus! E concluída a função do amigo de aproximar a noiva do noivo, é a hora de sair de cena, diminuir, por que não é do amigo que se trata o casamento, mas sim dos noivos! Boa Tarde!